Quem sou eu

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Quem sou Eu? Não sei. Sou a que sente, sou aquela que sofre, sou aquela que chora, sou a criança quando posso, sou a adulta porque me exigem, sou mulher, sou pensamento, sou razão, mas afinal quem sou eu? Não sei. Sou o amor, mas ódio não sou, sou aquela que tem fome, aquela que tem sede de viver, aquela que tem sede de amar. Mas afinal o que sou eu? Talvez aquela que muitos queriam ser...

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Eu senti, sinto e sentirei...

Sinto-me gelada mas vejo que a frieza que me incomoda deve-se a um erro que cometi pensando que jamais o iria cometer, no fundo acho que acontece com toda a gente. Não me sinto nada singular mas sinto que não deveria estar a sentir o que sinto.
Às vezes sinto que o tempo não é tão proporcional como eu gostava que fosse mas consegue ser tão ameaçador que nem imaginava... Descubro que não passo de ser um ser errante e, naturalmente, humano, sensível, contraditório e até inconstante.
Sinto-me perdida, encoberta com as luzes que me querem oferecer.
Mas o crescimento do ser humano é assim mesmo, mas porquê que há "mas"? Não podemos passar o resto dos nossos dias a chorar sobre o leite derramado quando a fonte seca e quando a estrada se vai diminuindo e os pés se vão tornando cansados na caminhada difícil que é o SENTIR.
Sim, sentir...valerá a pena sentir neste estado de vida vulgar e nesta sociedade cheia de cargos e descargos, cheia de chuvas e tempestades e repleta de sorrisos quando o sol dá da sua graça? Não...ou talvez sim...não sei.
As luzes quando se acendem não passam de luzes e nós não passamos de seres iluminados por elas, então porque nos julgamos a nós próprios, porque teimamos em desaparecer...porque nos ameaçamos a nós mesmos quando não queremos morrer? Porque quando entramos e já adivinhamos o fim, porque teimamos em entrar? Porque não tememos sofrer quando, várias vezes, dizemos que esse é o nosso maior medo? Mentimos, falseamos a nós próprios pela fragilidade ingénua, infantil e, se podemos chamar, egoísta da raça humana...porque sentimos! Sim, sentimos mesmo...
Gelada, fria, egoísta e ingénua...na minha delicadeza de amar o imperfeito e de procurar o inconveniente, conquistei o que não queria...amei, desesperei e SENTI.

O Amor...


O amor não se percebe. Não é para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar, a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende.
O amor machuca, deixa cicatriz. O amor deixa feridas e arruína. Nenhum coração duro ou forte o suficiente aguenta muita dor. O amor é como uma nuvem que carrega muita chuva.
Sou jovem, eu sei, mas mesmo assim eu sei uma coisa ou outra.
Eu aprendi contigo e realmente aprendi muito. O amor é como uma chama, queima-te quando esta quente, e alguns deliram de alegria, de felicidade.




Chorar não resolve, falar pouco é uma virtude, aprender a colocar-se em primeiro lugar não é egoísmo. Para qualquer escolha segue-se alguma consequência, vontades passageiras não valem a pena, quem faz uma vez, não faz duas necessariamente, mas quem faz dez, com certeza que faz onze. Perdoar é nobre, esquecer é quase impossível. Quem te merece não te faz chorar, quem gosta cuida, o que está no passado tem motivos para não fazer parte do seu presente, não é preciso perder para aprender a dar valor, e os amigos ainda se contam pelos dedos.
Aos poucos tu percebes o que vale a pena, o que se deve guardar para o resto da vida, e o que nunca deveria ter entrado nela. Não há como esconder a verdade, nem há como enterrar o passado, o tempo sempre vai ser a melhor solução, mas os seus resultados nem sempre são imediatos.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

A Vida

É engraçado como a Vida nos leva, começámos a fazer planos para o futuro e acabámos por mudá-los rapidamente, acabámos por tornar coisas simples em coisas muito complicadas, criámos barreiras que nunca existiram. Tudo muda muito rápido e torna a vida algo incompreencível, muitas coisas acontecem do nada, a gente apaixona-se do nada, pode-se conhecer uma pessoa à anos e apenas com um olhar tudo muda. Todos temos grande inteligência, o que deveria ser suficiente para vivermos sozinhos, mas sempre precisámos dos outros, às vezes para apoiar, ajudar ou dar um conselho, outras só para fazer companhia. Precisámos de pais, amigos, namorados e até mesmo desconhecidos, que às vezes se tornam grandes amigos. E nunca somos capazes de controlar isso, estámos sempre sujeitos a mudanças bruscas e é isso que me dá sempre mais vontade de viver, nunca um dia é igual ao outro, e são sempre especiais, pois eu faço-os serem especiais, e assim eu torno-me especial, alguns descobrem isso, outros ainda não, mas pelo menos uma vez, todos verão que quem quer que seja é especial, todos são especiais.




Para mim amigo é...

AMIGO é aquela pessoa com quem conversámos sem reservas, independentemente da hora. É aquele que sabe oferecer o aconchego do seu coração, sem pedir nada em troca, e quando ele precisa sabe que pode fazer o mesmo sem objecção, não importa o tempo que estejam distantes fisicamente. AMIGO é aquela pessoa que nos diz o que acha ser correcto, mesmo não sendo o que gostaríamos de escutar, mas sabem respeitar a decisão do outro sem censuras. AMIGO avisa-nos do perigo quando não conseguimos “vê-lo”, sem contrariar as decisões tomadas. AMIGO sabe dar e receber o ombro amigo sem pré-requisitos, ele sabe ouvir, tanto quanto escutar... Não existe escola para formação de AMIGOS, eles por si já nascem capazes, por isto não impomos regras dentro de uma amizade, elas conciliam-se sem invasões, unindo os VERDADEIROS AMIGOS, sem maldades, sem segredos, sem interesses…na verdade a felicidade de um, é a felicidade do outro.